Gafes nos tribunais

 

Pergunta: Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?
Resposta: Sim.
Pergunta: E de que modo é que ela afecta a sua memória?
Resposta: Bom , eu esqueço-me das coisas.
Pergunta: Você esquece-se? Pode dar-nos um exemplo de algo que você se tenha esquecido?

Pergunta: Que idade tem o seu filho?
Resposta: 38 ou 35, não me lembro ao certo…
Pergunta: Há quanto tempo é que ele mora com você?
Resposta: Há 45 anos.

 

Pergunta: Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou naquela manhã?
Resposta: Disse, “ONDE É QUE EU ESTOU, BETA?”
Pergunta: E porque é que você se aborreceu com isso?
Resposta: Porque o meu nome é CÉLIA.

 

Pergunta: O seu filho mais novo, o de 20 anos…
Resposta: Sim.
Pergunta: Que idade é que ele tem?

 

Pergunta: Então, a data da concepção do seu bebé foi a 8 de Agosto?
Resposta: Foi sim.
Pergunta: E o que é que você estava a fazer nesse dia?

 

Pergunta: Ela tinha três filhos, certo?
Resposta: Certo.
Pergunta: Quanto eram rapazes?
Resposta: Nenhum.
Pergunta: E quantos eram meninas?

 

Pergunta: Poderia descrever o suspeito?
Resposta: Ele tinha estatura média e usava barba.
Pergunta: Era um homem ou uma mulher?

 

Pergunta: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Resposta: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas…

 

Pergunta: Aqui no Tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta deve ser oral, entendido?
Resposta: Sim, meretíssimo.
Pergunta: Que escola é que o senhor frequentou?
Resposta: Oral.

 

Pergunta: Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o corpo da vítima?
Resposta: Sim, a autópsia começou às 20:30.
Pergunta: E o Sr. Décio já estava morto a essa hora?
Resposta: Não! Ele estava sentado na maca, e perguntava porque é que eu estava a autopsiá-lo.

 

Pergunta: O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?

 

Pergunta: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor confirmou o pulso da vítima?
Resposta: Não.
Pergunta: O senhor viu-lhe a tensão arterial?
Resposta: Não.
Pergunta: O senhor viu-lhe a respiração?
Resposta: Também não.
Pergunta: Bom, então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Resposta: Não, é impossível.
Pergunta: Como é que o senhor pode ter essa certeza?
Resposta: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Pergunta: Mesmo assim, não podia acontecer que ele ainda estivesse vivo?
Resposta: Sim, é possível que estivesse vivo e exercendo Direito!!!

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